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O Medo de Não Ser Suficiente: Por Que Você Já É Extraordinário o Bastante

  • Foto do escritor: Ciro
    Ciro
  • 7 de jan.
  • 3 min de leitura

Existe um momento peculiar na jornada de quem sonha com o mundo: aquele instante em que você encontra a vaga perfeita, o programa ideal, a oportunidade que parece ter sido desenhada para você. E então, em vez de entusiasmo, uma voz sussurra: "Mas eu não sou bom o suficiente para isso."

Essa voz tem nome. Chamamos de síndrome do impostor, mas prefiro pensar nela como a síndrome do "ainda não". Porque não é que você não seja capaz — é que você ainda não se viu através dos olhos de quem está do outro lado da mesa.

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A Ilusão da Extraordinariedade

Quando você lê "extraordinary ability" num requisito de visto, ou "outstanding achievement" numa bolsa de estudos, seu cérebro faz um truque cruel: ele compara você com uma versão idealizada e impossível de perfeição. Nunca com as pessoas reais que foram aprovadas.

A verdade? A maioria das pessoas que conseguem essas oportunidades se sentiram exatamente como você está se sentindo agora. A diferença não estava no talento bruto — estava em entender que "extraordinário" não significa ser superhuman. Significa ter uma história convincente sobre por que você e aquela oportunidade foram feitos um para o outro.


O Que "Suficiente" Realmente Significa

Pense assim: quando uma universidade, uma empresa ou um comitê de imigração avalia candidatos, eles não estão procurando perfeição. Estão procurando fit — alguém cujas experiências, aspirações e contexto criem uma narrativa coerente.

Você não precisa ter o melhor currículo do mundo. Precisa ter o currículo que faz sentido para aquela oportunidade específica. E isso muda tudo.

Um desenvolvedor brasileiro de 28 anos, com cinco anos de experiência em startups de São Paulo, competindo por uma vaga em Berlim, não precisa ter estudado em Stanford. Ele precisa demonstrar que entende o ecossistema de tech europeu, que sua experiência com mercados emergentes é um ativo, e que ele tem a maturidade técnica e cultural para agregar valor imediato.

Isto é ser suficiente. Não ser o melhor do mundo — ser a pessoa certa, no momento certo, com a história certa.


Três Perguntas Que Mudam Tudo

Quando o medo de não ser suficiente aparecer, faça três perguntas:


1. Suficiente comparado a quem?

Se você está se comparando com vencedores do Nobel ou CEOs de unicórnios aos 23 anos, pare. Compare-se com pessoas reais que conseguiram o que você quer. Você vai descobrir que elas eram surpreendentemente normais — só sabiam contar bem suas histórias.


2. Suficiente para quê, exatamente?

Se a oportunidade exige "5 anos de experiência em X", e você tem 4 anos em X e 2 anos em Y (que é relacionado), você é suficiente. Requisitos são diretrizes, não muros intransponíveis. A questão é: você consegue argumentar que sua combinação única de experiências vale tanto ou mais?


3. Quem decide se eu sou suficiente?

Não é você. É quem está do outro lado avaliando aplicações. E eles vêem centenas de candidatos "perfeitos no papel" que são terríveis em entrevistas, ou incríveis tecnicamente mas sem fit cultural. Seu trabalho não é se julgar — é apresentar seu caso da melhor forma possível e deixar eles decidirem.


A Matemática Emocional da Internacionalização

Aqui está algo que ninguém te conta: a decisão de tentar se internacionalizar não é 100% racional. É 60% razão, 40% coragem para lidar com a incerteza.

Se você esperar até se sentir 100% pronto, 100% qualificado, 100% merecedor — você nunca vai aplicar. Porque esse sentimento não vem antes. Ele vem depois, quando você já está lá, olhando para trás e pensando: "Por que eu duvidei tanto de mim?"

A Olcan existe exatamente para esse momento. Para te ajudar a traduzir suas experiências brasileiras em linguagem que faz sentido globalmente. Para te mostrar que você não precisa se tornar outra pessoa — precisa apresentar quem você já é de um jeito que atravesse fronteiras.


Você Já É Extraordinário

Sabe o que é verdadeiramente extraordinário? Ter crescido e construído uma carreira num país de contrastes absurdos como o Brasil. Ter navegado sistemas educacionais e profissionais que mudam de regra no meio do jogo. Ter aprendido a fazer mais com menos. Ter resiliência embutida no DNA.

Isso é extraordinário. Você só precisa aprender a contar essa história.

Pronto para descobrir que você já é suficiente?


Conheça a Rota de Internacionalização Olcan — não vamos te transformar em alguém que você não é. Vamos te ajudar a mostrar quem você sempre foi, mas agora para o mundo inteiro.

 
 
 

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